A trajetória da tributação do serviço: do ISS ao IBS

Autores

  • Raphaelle Costa Carvalho PGM Rio Autor

DOI:

https://doi.org/10.62855/rcd.7.1.2026.245

Palavras-chave:

Conceito de serviço, ISS, IBS, Reforma Tributária, Emenda Constitucional nº 132/2023

Resumo

O artigo pretende analisar a trajetória da tributação do serviço, que representa ponto de interseção entre o Direito Tributário e o Direito Privado e consubstancia materialidade econômica que, em sua maior expressão, foi, historicamente, afetada à competência tributária dos Municípios. Contudo, com o advento da Emenda Constitucional nº 132/2023 e a Reforma Tributária por ela implementada, o serviço se conjuga aos bens como materialidade indivisível, que passa a ser atribuída à competência compartilhada dos Estados, Distrito Federal e Municípios para cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços – IBS, uma inovação no Federalismo Fiscal Brasileiro. Para tanto, enfrenta-se a questão relativa à ausência de definição normativa do conceito de serviço. A seguir, são abordadas as iniciativas da literatura especializada em tentar conceituar a atividade econômica consistente nos serviços, a partir, inclusive, de lições civilistas. Ainda, analisam-se casos paradigmáticos em que o Supremo Tribunal Federal se manifestou sobre o tema, forjando um conceito de serviço que incorpora elementos econômicos à matéria tributária. Por fim, expõe-se os novos contornos do sistema tributário relativos ao IBS, cuja hipótese de incidência conjuga bens e serviços, na tentativa de superar o problema da difícil distinção entre ambos.

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Biografia do Autor

  • Raphaelle Costa Carvalho, PGM Rio

    Especialista em Direito e Advocacia Pública pela UERJ. Graduada em Direito pela UERJ. Procuradora do Município do Rio de Janeiro. Coordenadora do Núcleo de Estudos de Direito Administrativo (NEDA) do Centro de Estudos da PGM Rio.

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Publicado

22-07-2026

Como Citar

Costa Carvalho, R. (2026). A trajetória da tributação do serviço: do ISS ao IBS. Revista Carioca De Direito, 7(1), 9-40. https://doi.org/10.62855/rcd.7.1.2026.245