Controle sem fronteiras, administração sem coragem: a vocação institucional da advocacia de Estado como guardiã da separação de poderes

Autores

  • Igor Silva de Menezes PGM Mesquita/RJ Autor
  • Fabrício Gaspar Rodrigues PGM Duque de Caxias/RJ Autor

DOI:

https://doi.org/10.62855/rcd.7.1.2026.250

Resumo

O presente artigo busca lançar luzes sobre o fenômeno dos excessos praticados por órgãos de controle externo – Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunais de Contas – sobre as Administrações Públicas municipais, especialmente mediante recomendações extrajudiciais coercitivas, ações civis por ato de improbidade administrativa com fins persecutórios e intervenções que substituem a discricionariedade legítima do gestor eleito pela convicção pessoal do controlador. A partir das categorias do crime de hermenêutica, do apagão das canetas, do lawfare à brasileira e da silenciosa redistribuição de poder, o artigo propõe que a vocação constitucional da Advocacia de Estado – de guarda das fronteiras de competências do Poder Executivo, de zeladoria da juridicidade administrativa e de garantia do direito ao erro do administrador – constitui o principal contrapeso institucional à erosão democrática promovida por esse ativismo extrajudicial. Conclui-se que a resistência qualificada da advocacia pública não é recalcitrância corporativa, mas serviço à ordem constitucional.

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Biografia do Autor

  • Igor Silva de Menezes, PGM Mesquita/RJ

    Possui graduação em Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas pela Universidade Iguaçu (UNIG), na qual obteve o título de pós-graduado em Direito Público. Mestre em Justiça Administrativa pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Aprovado na seleção de 2015, foi aluno do doutorado em Sociologia e Direito da UFF por um ano. Doutorando em Justiça Administrativa (PPGJA/UFF), obteve a primeira colocação na linha de pesquisa Jurisdição e Estado (2016.2). Foi professor e coordenador do curso de Direito da UNIABEU. Procurador do Município de Mesquita/RJ. Foi presidente da Associação dos Procuradores Municipais de Mesquita - APROME, da Federação dos Procuradores Municipais do Estado do Rio de Janeiro - FEPROMERJ e da Comissão de Advocacia Pública da OAB Subseção de Nova Iguaçu. Além da advocacia pública, milita na advocacia privada contenciosa e consultiva.

  • Fabrício Gaspar Rodrigues, PGM Duque de Caxias/RJ

    Mestre em Direito pela UCAM. Procurador do Município de Duque de Caxias/RJ. Autor de O Uso Indevido da Ação Civil por Ato de Improbidade Administrativa como Instrumento Anômalo de Lawfare à Brasileira (2023).

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Publicado

22-07-2026

Como Citar

Silva de Menezes, I., & Gaspar Rodrigues, F. (2026). Controle sem fronteiras, administração sem coragem: a vocação institucional da advocacia de Estado como guardiã da separação de poderes. Revista Carioca De Direito, 7(1), 117-146. https://doi.org/10.62855/rcd.7.1.2026.250

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